Transformers: A Era da Extinção | Crítica

Quando o primeiro filme dos "Transformers" foi lançado em 2007 eu fiquei super animado, afinal esses brinquedos da Hasbro fizeram parte da minha infância e eu me deliciava com as animações. Adorei o filme, era muito mais do que eu esperava, além de tudo foi um sucesso de bilheteria. Então, como era de se esperar, vieram as sequências que, mesmo sendo um pouco divertidas, foram inferiores ao primeiro filme.

Este novo capítulo da franquia é simplesmente mais do mesmo. Alguns anos se passaram após o grande confronto entre Autobots e Decepticons em Chicago, os gigantescos robôs alienígenas desapareceram. Eles são atualmente caçados pelos humanos, que não desejam passar por apuros novamente. Quando Cade (Mark Wahlberg) encontra um caminhão abandonado, ele jamais poderia imaginar que o veículo é na verdade Optimus Prime, o líder dos Autobots. Muito menos que, ao ajudar a trazê-lo de volta à vida, Cade e sua filha Tessa (Nicola Peltz) entrariam na mira das autoridades americanas.

"Transformers: A Era da Extinção" tem desnecessários 165 minutos de filme. Mas o inchaço do filme sugere que Michael Bay e sua equipe estão se esforçando para rejuvenescer toda a premissa.  Mas apesar de ter um elenco totalmente novo Transformers: Age of Extinction(no original)  não tem o necessário para rejuvenescer uma franquia envelhecida.  Ele não tem os prazeres cômicos das interações entre seus seres humanos e robôs do primeiro filme. O enredo é fraco, com muitas bobagens e incoerências. E se você pensou que é o que os filmes anteriores eram, bem, você pode começar a apreciá-los depois de ver este.

Volto a dizer que os 165 minutos de filme foi um exagero. Talvez se fosse mais curto as pessoas não sairiam do cinema com a sensação de que o cérebro está cansado.

Mas nem tudo está perdido. A ação é sim de tirar o fôlego, muitas perseguições, brigas entre robôs, efeitos brilhantes e muita, muita destruição, afinal, não seria um filme de Michael Bay. 'A Era da Extinção' também mostrou mais Autobots lutando bem, ou seja, vemos mais Autobots em ação, e isso traz  mais características a cada Transformer.

E dado o recente anúncio da Paramount de que um quinto filme será lançado em 2016, é claro que o reinado dos andróides mutantes, na telona e na bilheteria, assim como este novo filme, está longe de terminar. Já que houve um renovo no elenco o ideal seria que ocorre-se o mesmo na produção. Escritor diferente, produtor diferente, diretor diferente, quem sabe? Ou será que a 'era de extinção' se refere a falta de bons roteiros e originalidade que paira Hollywood nos últimos anos?

Nota Final: 2/5
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