O Leigo Viu: Dr. Estranho... Será ??? | Crítica


Bom, pra início de conversa você tem que saber algumas coisas sobre mim...

Eu sou Clayton Muniz, e tenho uma página no Facebook, chamada Tinha que Ser comigo, onde falo sobre várias coisas e gosto muito de tecnologia em geral, mas nunca, eu disse nunca, fui de ler quadrinhos, ou mangás, ou qualquer outro tipo de mídia escrita, livros etc. Na verdade para ver filmes baseados em quadrinho eu até prefiro não saber nada sobre esse ou aquele personagem, para não me decepcionar caso não chegue nem perto do que foi escrito na mídia de papel. Isso pra mim deixa o personagem meio preso e não abre espaço para novas realizações e uma nova leitura desse ou aquele personagem.

Sabendo disso eu quero te chamar pra ter a visão de uma pessoa que não conhece muito nem sobre a história e nem sobre os personagens deste novo filme da Marvel/Disney, que irá estrear no próximo mês.

Bom, chega de papo e vamos para o que interessa, o filme...

A história começa mostrando um neurocirurgião, Dr. Stephen Strange (Benedict Cumberbatch – Star Trek) que tem em sua vida, uma longa lista de várias intervenções bem sucedidas e uma preocupação enorme em ser o melhor, o mais espetacular, o cara que não tem nenhum tipo de preocupação pelo próximo, a não ser que esse próximo seja ele mesmo se olhando em um espelho (veja séries de plantão médicos do tipo Greys Anatomy e você saberá o que eu quero dizer).

Strange tem ao seu lado a talentosa e linda Christine Palmer (Rachel McAdams) como escada, seja para suas aventuras cirúrgicas e diálogos que apresentam bem a personalidade do doutorzão e também para um possível romance nunca revelado ou descrito (ou não foram nada além de "peguetes"), ou seja, já aconteceu algo mais ninguém entrega nada entre os dois.

Enfim, em seu trabalho, a arrogância e prepotência preponderante de Strange traz à tona erros clássicos de seres que se acham acima de outras pessoas e uma série de problemas após um acidente que deixa o super médico em maus lençóis. Após várias tentativas de solução, ele se vê em uma cruzada rumo ao desconhecido para resolver o que não pode ser resolvido por meios conhecidos pela ciência. E é aí que realmente começa o filme.

O doutor prepotente e sem limites, quanto à sua arrogância, tem de aprender a ser alguém melhor para poder chegar a um nível de conhecimento que levará a sua vida a um nível nunca antes por ele esperado.

A história vai se desenrolando e a ação psicodélica (sim, é isso mesmo e digo isso ao extremo, se você tem problema com cores forte e formas diferenciadas de geometria em alta escala, não veja, pois poderá ter problemas) se desenrola de forma espetacular numa mistura muito boa de “Matrix” com “A Origem” (digo isso com relação a efeitos, coreografias e som), isso tudo bem inserido dentro do enredo do filme que te faz acreditar em tudo o que está acontecendo na tela.

Após a apresentação dos personagens, que trarão uma ação muito bem definida, a história vai se desenvolvendo de forma dinâmica e com o selo da Marvel, com muitas tiradas inteligentes e quase nunca desnecessárias. Se o ritmo tendia a cair de alguma forma, a ação e o humor trazem sua mente de volta à realidade, sim isso é Marvel!


Confesso que a apresentação do vilão do filme me deixou meio preocupado que fosse algo parecido com a do filme 'Quarteto Fantástico 2' e que toda a preparação para a chegada dele se despedaçasse quando ele aparecesse finalmente, mas ainda bem que isso não aconteceu e você aceita bem toda a analogia ao juízo final que se avizinha.

Nas questões técnicas do filme, a trilha sonora não te deixa com nenhuma sensação fora do normal de um filme pipoca e não tem nenhuma parte que faça você cantarolar trechos dela em casa, por exemplo. Pra mim não grudou como outros da mesma produtora.

No quesito 3D, sincera e honestamente, não tenho feito muita questão pois, pra mim o 3D é algo pra te tirar da cadeira em cenas como o voo de algum personagem, da queda de outro, da aproximação de algum item na sua cara na tela e como meu amigo Marcos Moreira disse, o deste filme é mais para dar uma sensação de profundidade e só!

A fotografia é bem parecida com a de outros filmes da Marvel, mas o fato de ser um filme com um cunho mais em cima de imagens de locações fechadas e de uma ou outra mais ampla, a luz usada dá um brilho excelente. A luz entrega um pouco os efeitos em imagens mais abertas e abro aqui um parêntese para dizer que, embora muito boas as cenas de ação e apresentação de personagens, em alguns momentos o CGI incomoda um pouco, principalmente em imagens mais distantes onde fica nítido que aquilo que está ali, na verdade não está, mas se você não liga pra isso nem irá perceber, pois a ação que se dispõe o filme supera esses problemas.

O ritmo do filme é bom a ponto de você nem sentir o tempo passar. Quando olhar novamente o relógio o filme já vai ter acabado. O filme cumpre bem o seu papel de entreter, divertir e fazer refletir sobre algumas mensagens propostas dentro dele. Se ficasse um pouquinho mais longo estragaria com certeza essa parte!


Como eu disse no início, o fato de não saber quase nada sobre os personagens ajudará muito a você que, assim como eu, não dá a mínima para o que houve nos quadrinhos. O filme prende sua atenção e faz você literalmente pensar que tudo aquilo pode acontecer ao seu redor e você nem se dá conta, agora se você é fã de carteirinha encontrará uma série de problemas como o fato da Anciã (segundo li na internet) não fazer jus aos quadrinhos.

Quanto ao fato de uma ação de aprendizado do personagem principal no meio do filme, meio que entrega o que irá acontecer no fim. Algumas referências aos outros filmes do universo Marvel nem fariam muita diferença, a não ser mostrar que tudo que acontece ali se passa na mesma cidade onde algum tempo antes foi tudo literalmente pro saco e hoje em dia você não vê nenhum tipo de referência à desgraça que assolou a cidade, como coisas sendo reconstruídas, prédios passando por reformas e essas coisas pequenas. Talvez essas coisas não te incomode, só me incomodou pois sou chato mesmo, hehe!

Indo pro fim do filme, a ideia que resolve o problema é bem aceita, mas pensando direitinho eu ainda achei que poderia ter sido usada uma outra vertente. Mesmo assim a Marvel consegue deixar tudo bem preparado para o que virá pela frente até chegar ao gran finale dessa nova fase da Marvel nos cinemas...

E chegando até aqui digo a vocês que mais uma vez, os acertos e erros do filme com certeza não deixarão de levar muita gente ao cinema para ver este que é um dos melhores filmes de apresentação de personagem da Marvel, ganhando inclusive de todos os que já foram feitos até o momento.

Aliás, ao termino do filme, fique mais alguns instantes para as cenas pós crédito, que tanto faz uma ligação excelente com os filmes da franquia, como também apresenta a abertura para os próximos filmes do Dr. Estranho. E tome dindin no bolso da galera que entendeu como é fazer filmes de super heróis, até que a vida dentro desse círculo chamado fãs de filmes de heróis se finde um dia... que eu espero ser, ...nunca!


Nota: 3.8/5

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