Mogli – O Menino Lobo (2016) | A Sétima Arte Em Foco



Tenho percebido que muitas coisas tem se voltado a algumas fórmulas antigas, e isso chegou ao
cinema de hoje, a maneira como se contava as histórias antigamente de forma narrativa e mirando um
público de várias idades. Mogli-O Menino Lobo (2016) chegou assim, com essa proposta, um exemplo de produções da antiga Holywood com filmes em narração, mas revestidos com os novos recursos tecnológicos da indústria cinematográfica à mão, fazendo dessa produção uma obra de arte de deixar qualquer um surpreso com uma perfeita sintonia de Mogli (
Neel Seth)com as animações em CGI (os animais).

Fiquei encantado com o ator de 12 anos Neel Sethi e sua semelhança com o personagem fictício MOGLI, esbanjando fofurices nas cenas em que vive harmoniosamente com os animais da perigosa floresta. Regidos por uma lei em que os predadores só podem matar para se alimentar, esse é um detalhe que fica em oculto no filme, mas dá para se perceber pelo mantra regral que a alcateia de Akela (
Giancarlo Esposito) o líder deles, entoa todos os dias. Em época de seca os animais entram em paz das espécies, e predadores e presas bebem água junto em um rio, o único local em que eles distinguem a complexidade da seca, com uma rocha que fica emergida, chamada “Pedra da Paz”.

Quando Shere Kan (
Idris Elba) surge, o tigre-de-bengala com a metade da face cheia de cicatrizes, sinal de que o animal é um caçador nato e um exímio assassino. E Kan tem um interesse pessoal pelo menino lobo, fareja ele com facilidade dentre tantos odores reunidos na "Pedra da Paz", Kan é impedido naquele momento de pegar Mogli pelo líder da alcateia o lobo Akela e por sua mãe loba adotiva Raksha (Lupita Nyong’o), mas Kan promete voltar quando a seca se findar.
Por ser um filhote humano, Mogli consegue sobreviver e vencer corridas ou chegar a atalhos através de truques produzidos por sua inteligência e não por instintos como os lobos. Aliás, esse aspecto é a introdução do personagem na narrativa. Depois é que vamos sabendo mais detalhes sobre suas origens naquele lugar reservado aos animais. 

Nas leis da selva, também vamos sabendo mais detalhes sobre como são vistos os elefantes, e somos também apresentados à fascinante e assustadora jiboia Kaa (Scarlett Johansson)
O interessante dessa nova versão é que eles mantiveram-se fieis ao clássico de 1967 o que facilitou bastante para a identificação das características do filme para o desenho, às vezes, bem poucas mesmo, as cenas parecem não se encaixarem, mas não é culpa da produção e sim da nossa automática referência com o desenho da Disney (de quem assistiu a animação, porque quem não viu não terá essa pequena percepção).



Por exemplo: o rei Louie (Christopher Walken) parece um orangotango estilo King Kong, meio descontextualizado da realidade, mas é um filme fábula, ele se justifica aí, ou na cena em que o próprio rei Louie canta, perde-se ai o ar que a cena tenta dar de medo do primata, ficou um pouco estranho.

O magnífico do filme, em minha opinião são as muitas lutas entre os animais do filme, muito real,
principalmente as cenas de luta de Shere Kan e a cena do estouro da manada de búfalos são imperdíveis, e lembra bastante a morte de Mufasa do clássico Disney O Rei Leão do estouro de gnus. 


É um filme para se ver mais de uma vez, é divertido, é fofo, tem uma ação adequada para o público destinado em assisti-lo, emoção do começo ao fim. Nota: O urso Balu ( interpretado na voz do sempre divertido Bill Murray) é sempre um show a parte, vale muito a pena como eu sempre digo. Nota 9.8 para esse filme.

🔎 Gênero: Fantasia, Aventura
🕙 Duração: 105 min.
📎 Elenco: Bill Murray, Ben Kingsley, Idris Elba, Neel Seth, Lupita Nyong’o, Scarlett Johansson,Christopher Walken, Giancarlo Esposito
🎶 Trilha Sonora: John Debney
🎬 Roteiro: Justin Marks
🎥 Direção: Jon Favreau
  


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Marcos Coimbra é o criador do Espaço HQ , e colabora aqui no Will,Who.

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