Transformers: O Último Cavaleiro | Crítica


Por Diogo Simões 

Michael Bay é um piromaníaco, em português claro, um incendiário. Essa é a melhor forma de descrever a bagunça explosiva que é seu último longa – Tranformers The Last Knight - que chega nessa quinta aos cinemas.


Franquia incrivelmente (e inexplicavelmente) bem sucedida chega a seu quinto longa com a mesma consistência dos anteriores, muitas explosões e pouquíssima lógica. Sejam elas narrativas ou visuais. Dessa vez somos apresentados a uma espécie de medalhão que pode representar a vitória ou derrota definitiva para humanos, autobots e decepticons. Em nossa dolorosa jornada de 2 horas e 30 minutos, os heróis lutarão para entender a natureza do objeto enquanto os vilões tentarão colocar as mãos (engrenagens) no artefato de qualquer maneira.


E essa é basicamente a ideia que Michael Bay rabiscou em um pedaço de guardanapo para encher seus bolsos e de seus produtores, com mais alguns milhões, por que por mais que você se esforce para tentar entender qualquer coisa acontecendo na tela, a câmera epilética do diretor irá dar um jeito de cortar subitamente e emendar em uma explosão, sempre que você começar a ter um minimo de percepção espacial.



Com uma trama que te leva a acreditar que o tal medalhão teria alguma importância, quando na verdade ele só serve de mote para o próximo artefato, que também se formos analisar é igualmente inútil, já que no universo criado pelo diretor tudo só pode ser resolvido com toneladas de explosivos sendo detonados e extrema violência. Qualquer solução diferente para o já cansativo embate entre autobots e decepticons seria esperar demais de Michael Bay.


Os efeitos especiais impressionam pela lisura dos personagens criados em CGI sempre bem inseridos no ambiente e na interação com os atores humanos, além dos efeitos práticos em algumas explosões, mas qualquer outro ponto positivo para por aqui, já que é uma produção cara demais para servir apenas como show de fogos de artifício ou festival nostálgico de um desenho dos anos 80.


Ao final das quase 3 horas de tortura, chegamos a conclusão que Michael Bay poderia não ter  o mesmo sucesso financeiro, mas seria muito mais feliz se ao invés de investir no cinema escolhe-se ser o organizador da queima de fogos em Copacabana ou de algum lugar mais perto de casa, tipo, Times Square.



Nota: 🌟☆☆☆☆
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